Trump afirma que aumentará tarifa global para 15%

Um dia após anunciar uma tarifa global de 10% depois de a Suprema Corte dos EUA derrubar o tarifaço, o presidente norte-americano Donald Trump informou neste sábado (21) que aumentará a alíquota para 15%.

O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social, Truth Social. Segundo Trump, a decisão, com “efeito imediato vai elevar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm explorando os EUA há décadas sem retaliação (até a minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”.

Ele complementou que, nos próximos meses, o governo dos EUA determinará e emitirá novas tarifas legalmente permitidas, “que darão continuidade ao nosso processo extraordinariamente bem-sucedido de tornar a América grande novamente”, afirmou.

No post, o presidente americano diz que a decisão foi feita com base em “uma revisão exaustiva, detalhada e completa da decisão ‘ridícula’, mal escrita e extraordinariamente antiamericana sobre Tarifas emitida ontem (sexta, 20), após muitos meses de contemplação, pela Suprema Corte dos Estados Unidos”.

Tarifa de 10% foi assinada na sexta

Na sexta-feira (20), logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais de Trump, ele anunciou que assinou um decreto que impôs a tarifa de 10%.

Trump disse que acionou um dispositivo legal conhecido como Seção 122 — nunca antes utilizado por um presidente — para impor a tarifa global nos próximos dias. Em paralelo, afirmou que recorrerá a um segundo conjunto de instrumentos, conhecido como Seção 301, para abrir investigações sobre supostas práticas comerciais desleais de determinados países, que não foram especificados.

As duas bases legais mencionadas por Trump, no entanto, têm limites de uso bem diferentes e mais claros. A nova tarifa poderá vigorar por apenas 150 dias, a não ser que parlamentares aprovem uma prorrogação. A aplicação dessa regra ainda não foi testada na Justiça, mas a lei concede ao presidente poderes para lidar com questões como o aumento do déficit comercial.

Já as investigações sobre práticas comerciais desleais podem levar mais tempo, o que tende a atrasar os esforços do governo para restabelecer tarifas de importação mais altas. Esse instrumento, porém, é mais consolidado do ponto de vista jurídico, e o presidente já o utilizou desde o primeiro mandato, especialmente para impor tarifas à China.

Impactos na inflação e no câmbio

A decisão da Suprema Corte, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), causou alvoroço nas expectativas econômicas globais. Com a possibilidade de o governo americano ser obrigado a reembolsar cerca de US$ 175 bilhões arrecadados indevidamente, analistas monitoram diversas consequências da decisão, desde o preço na prateleira do consumidor americano até a cotação do dólar no Brasil.

Embora o fim dos impostos de importação sugira, em um primeiro momento, produtos mais baratos, o mercado enxerga esse repasse com bastante ceticismo. O cenário mais provável é uma disputa entre a recomposição de lucros das empresas e o alívio desinflacionário.

Para a maioria dos especialistas, a queda de preços não será instantânea. Durante o período em que as tarifas estiveram em vigor, muitas empresas absorveram os custos para não perder vendas, espremendo seus próprios lucros.

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O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social, Truth Social. Segundo Trump, a decisão, com “efeito imediato vai elevar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm explorando os EUA há décadas sem retaliação (até a minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”.

Ele complementou que, nos próximos meses, o governo dos EUA determinará e emitirá novas tarifas legalmente permitidas, “que darão continuidade ao nosso processo extraordinariamente bem-sucedido de tornar a América grande novamente”, afirmou.

No post, o presidente americano diz que a decisão foi feita com base em “uma revisão exaustiva, detalhada e completa da decisão ‘ridícula’, mal escrita e extraordinariamente antiamericana sobre Tarifas emitida ontem (sexta, 20), após muitos meses de contemplação, pela Suprema Corte dos Estados Unidos”.

Tarifa de 10% foi assinada na sexta

Na sexta-feira (20), logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais de Trump, ele anunciou que assinou um decreto que impôs a tarifa de 10%.

Trump disse que acionou um dispositivo legal conhecido como Seção 122 — nunca antes utilizado por um presidente — para impor a tarifa global nos próximos dias. Em paralelo, afirmou que recorrerá a um segundo conjunto de instrumentos, conhecido como Seção 301, para abrir investigações sobre supostas práticas comerciais desleais de determinados países, que não foram especificados.

As duas bases legais mencionadas por Trump, no entanto, têm limites de uso bem diferentes e mais claros. A nova tarifa poderá vigorar por apenas 150 dias, a não ser que parlamentares aprovem uma prorrogação. A aplicação dessa regra ainda não foi testada na Justiça, mas a lei concede ao presidente poderes para lidar com questões como o aumento do déficit comercial.

Já as investigações sobre práticas comerciais desleais podem levar mais tempo, o que tende a atrasar os esforços do governo para restabelecer tarifas de importação mais altas. Esse instrumento, porém, é mais consolidado do ponto de vista jurídico, e o presidente já o utilizou desde o primeiro mandato, especialmente para impor tarifas à China.

Impactos na inflação e no câmbio

A decisão da Suprema Corte, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), causou alvoroço nas expectativas econômicas globais. Com a possibilidade de o governo americano ser obrigado a reembolsar cerca de US$ 175 bilhões arrecadados indevidamente, analistas monitoram diversas consequências da decisão, desde o preço na prateleira do consumidor americano até a cotação do dólar no Brasil.

Embora o fim dos impostos de importação sugira, em um primeiro momento, produtos mais baratos, o mercado enxerga esse repasse com bastante ceticismo. O cenário mais provável é uma disputa entre a recomposição de lucros das empresas e o alívio desinflacionário.

Para a maioria dos especialistas, a queda de preços não será instantânea. Durante o período em que as tarifas estiveram em vigor, muitas empresas absorveram os custos para não perder vendas, espremendo seus próprios lucros.

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